Geek S.A.

Para fins de semântica, vamos diferenciar um nerd de um geek. Existem teorias que dizem que nerd e geek são a mesma coisa, a única diferença é que os geeks conseguem namoradas. Prefiro um exemplo que seja mais ilustrativo: digamos que o Bill Gates seja um nerd, já o Steve Jobs, esse seria um bom exemplo de geek. Entendeu?
A exemplo destes dois gigantes da indústria é importante dizer que os Estados Unidos estão cheios de geeks e nerds de sucesso. Lá, costuma-se dizer para tomar cuidado em como você trata um nerd na escola, porque um dia poderá trabalhar para ele. Apesar de bastante estereotipados, geeks fazem grande sucesso por lá. Apple, Microsoft, Google, Amazon.com, Yahoo, HP, todas são empresas de geeks (ou nerds, no caso da Microsoft ;-) )
Já no Brasil, não temos tradição de valorizar nossos nerds. Não temos um histórico repleto de nerds de sucesso. Isso se traduz no baixo número de patentes registradas, no número restrito de exportações de produtos e serviços com alto valor agregado e na sempre difícil tarefa de equilibrar a Balança Comercial. Podemos acusar o parco incentivo à pesquisa aplicada, as limitações do nosso sistema educacional, ao velho hábito brasileiro de valorizar mais aquilo que vem de fora, a imagem glamourizada de quem se dá bem por esperteza, na base do jeitinho, em detrimento àqueles que focam na inteligência e no trabalho, ou tudo isso junto. Mas, uma coisa é certa: nos faltam nerds.
Trabalhei com comunicação em diversas áreas: design, propaganda, tive uma produtora de vídeo, fui sócio de uma grande agência digital. Como acontece em todo lugar, em todas elas tínhamos geeks. Em umas mais, em outras menos. Mas eu nunca havia trabalhado numa empresa inteira de geeks como a que trabalho hoje. Aliás, quase inteira, já que a tia do café talvez se escape.
E o que é que muda numa empresa de geeks?
No fundo pouca coisa, ou muita, depende do quão habituado você é. Como o número de geeks não pára de crescer e com eles os ambientes de trabalho geek, listei algumas características de uma empresa assim, que podem servir de guia para os menos avisados:
• Senso de humor. É bom você prestar atenção às piadinhas que conta no trabalho. Nerds e geeks têm um senso de humor apurado e sofisticado. Se bem que nem sempre alinhado ao statu quo vigente. Prepare-se para rir sozinho quando ninguém achar graça de suas anedotas. Ou então fazer cara de conteúdo enquanto os outros gargalham ao som de um colega imitando o “Jaba the Hutt”.
• Dress code. Diga adeus ao terno e gravata. Não é que a gente use camisa pra dentro da calça e abotoada até o colarinho, régua, caneta, lapiseira no bolso e óculos quadradão preto. É que o pessoal não encontrou nenhuma gravata que combinasse com camisetas do STAR WARS.
• Auto motivação. Geeks são, em geral, apaixonados pelo que fazem. Aliás, estas paixões que, por vezes, viram obsessão, são exatamente o que os definem. Se os projetos em que trabalham forem interessantes, e aqui sempre são, às vezes você terá de ligar de madrugada e lembrá-los de irem embora para casa.
• Q.I. Você vai estar rodeado de gente mais inteligente que você. Mas não se incomode, porque isso é ótimo. Não existe nada mais estimulante que poder interagir com pessoas assim. Nas discussões, pode ser que você não faça a mínima idéia do que eles estão dizendo, mas que dá gosto olhar para o brilho nos olhos, isso dá.
• Índice de atenção. Essas pessoas se aborrecem muito rápido. Todo o processo entre a faísca da curiosidade, a busca pela informação, a assimilação, o domínio e o aborrecimento acontece muito mais rapidamente com geeks. Por isso é importante ter um fluxo constante de desafios e novidades.
• Equipes jovens. Abandone seus preconceitos sobre idade. Numa empresa de geeks talvez seu colega, ou o seu chefe, tenha a metade da sua idade. Se você é que for o chefe, pode ser que tenha de negociar o salário de alguns funcionários com seus pais. E esteja certo de que eles ganharão bem mais do que você no início de sua carreira.
• Desprezo pela autoridade. Nerds são rebeldes. Barreiras e limites são apenas sinais de obstáculos a serem superados. Numa empresa de geeks, dê espaço e defina em grupo os objetivos. Fique tranqüilo que dando liberdade eles encontrarão o melhor caminho.
• Questionamento. Geeks são pessoas muito inteligentes que não se satisfazem com respostas simples. Sabe aquelas crianças na fase do “por quê?”. Talvez as crianças nasçam todas geeks. Esteja preparado e disposto a melhorar suas respostas.
• Lazer. É muito estereotipada a visão de que geeks são pessoas alheias a sociedade e com dificuldades de relacionamento interpessoal. É claro que o pessoal aqui também joga uma bola, curte uma praia e um choppinho. Mas não existem muitos outros ambientes em que você conviva com grupos de colegas combinando de construírem robôs no final de semana.
Fora isso e o fato de que empresas de geeks têm um potencial de crescimento maior do que a média, você não notará muito mais diferenças. Estou certo de que temos um longo caminho pela frente, mas veremos cada dia mais empresas de geeks por aqui e isso só fará bem ao nosso país.

Leonardo Dias

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Busca por cores no Multicolr Search Lab

Achei essa aplicação muito interessante. É mais um site que aproveita a abertura da API do Flickr para facilitar, ou pelo menos tornar mais divertida a busca por fotos no site. Seria ótimo se pudéssemos fazer algo assim em nosso próprio PC, nas fotos de família. Ou melhor ainda, se sites de busca por fotos (Image Bank, Google Images, etc), oferecessem algo asism.
Funciona assim, você clica em até 10 cores na paleta de cores na direita e o site filtra pra você as imagens do Flickr com a maior incidência dessas cores. Se quiser algo bem laranja, basta clicar mais vezes nesta cor.
Ainda não é a tão sonhada web semântica, mas é mais um passo em direção. No futuro, você poderá clicar em cores e, quem sabe, em objetos, coisas, pessoas e o resultado será de acordo.

flickr - Multicolr

Veja o site aqui: http://labs.ideeinc.com/multicolr

Leonardo Dias

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Lindo como nunca, Gol como sempre e EDGY pela 1ª vez

Depois do sucesso do game do Touareg Rally (vide post abaixo), tivemos a honra de trabalhar com a AlmapBBDO em mais um projeto para a Volkswagen. Dessa vez foi nada mais nada menos que o carro chefe da marca (literalmente), o clássico Gol. Mas um carro como esse não podia ter uma campanha qualquer, assim, como todos já devem ter acompanhado, o Novo Gol protagoniza a campanha ao lado de Gisele Bündchen e o Rambo, quer dizer, o Silverster Stalone.

gol gisele - Novo Gol e Gisele

Home do hotsite, com a Gisele

Infelizmente não foi dessa vez que conhecemos a Gisele, quando nós chegamos, ela já havia saído e só tivemos contatos com as fotos ;-). Mas pudemos trabalhar bastante com o Novo Gol. Levando em conta o sigilo, por razões óbvias, com que a VW tratou o assunto, acho que teria sido mais fácil driblar a segurança da Gisele. Digamos que eu tenha conseguido uma autorização para entrar com uma máquina fotográfica de 10Mp e diversas lentes na fábrica da Volks para fotografar o carro, mas o pessoal de lá encrencou mesmo com o meu celular, porque ele tem câmera!!! Eu entrei rsrsrs, mas ele teve de ficar.

drift2 2 - Cavalo de Pau

Frame do vídeo onde o Novo Gol “dá cavalos de pau” no deserto

O resultado pode ser conferido no hotsite da campanha. A EDGY fez tudo que é 3D e se mexe. Isso inclui os vídeos interativos do Gol (dando cavalos de pau no deserto que ficaram show) e o Gol High Definition. Uma visualização em 360º em 3D interativo que é renderizada em tempo real. Simplesmente sem comparação. Depois de se ver um carro assim na web, tirar as dúvidas de detalhes, cores, zoom, o usuário não aceita mais aquelas imagens estáticas “photoshopadas”.

NovoGOL Small 1 - GOL High Definition

imagem do Gol High Definition em 360 graus

Leonardo Dias

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Branding com Entretenimento

Para os amantes da velocidade e diversão, publicamos 2 games de corrida, estilo time Trial. Um deles bem urbano e arcade, para a AG2 e Chevrolet na campanha “Jump” do novo Prisma. Já o segundo é ambientado no Rally dos Sertões e foi desenvolvido para a AlmapBBDO e Volkswagen.
“Touareg Rally” é o nome do game da campanha da Volkswagen. O game simula um trecho do Rally dos Sertões, maior prova do gênero das Américas, 1ª do mundo em participantes e maior da América Latina em extensão. No game, o internauta pode pilotar o Race Touareg, (carro vencedor da Copa do Mundo de Rali Cross Country da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em 2005 e 2007), com uma reprodução fiel do carro e seu comportamento numa pista off-road. Muita poeira, lama e barro em trechos acidentados que envolvem morros, desfiladeiros, pontes e quebradas. A Volkswagen acabou ganhando o Rally nessa primeira participação.
Desenvolvemos o jogo utilizando a plataforma Unity 3D, compatível com Macs e PCs, e a engine de física Ageia, presente em vários games AAA de PCs e consoles tradicionais de videogame. Por rodar na web, dentro do browser, o jogo não demanda instalação, basta ter o plug-in da Unity 3D. E todo o game, incluindo animações, trilhas e efeitos tem pouco mais de 4Mb. Se o internauta colocar o jogo em tela cheia, poderá esquecer que está dentro de um browser e imaginar que está jogando num console, como um videogame.
O Touareg Rally foi um projeto desenvolvido em tempo recorde por uma equipe altamente qualificada. O resultado está aí, com qualidade gráfica, velocidade e o realismo da física que transformam o game numa diversão que pode durar horas.
O Game poderá ser acessado a partir do hotsite.

Touareg small - Touareg Rally

O Prisma Detour, como é chamado o game apresenta inúmeros desafios, alguns reais, outros bem fictícios, como uma looping e manobras simplesmente radicais. Criamos o game para promover o lançamento do Prisma numa campanha 100% digital. Com tecnologia de última geração em games virtuais, o Game Flex Detour, produzido 3D interativo, leva o consumidor para uma experiência imersiva da marca e do produto. “É possível dirigir o Prisma virtualmente. Criamos o game, com o apelo da campanha, o conceito ‘jump’, procurando seduzir o consumidor a dar um salto em sua vida, a ganhar velocidade e a concretizar suas ambições através do Prisma.” assinala Samuel Russell, diretor de Marketing da Chevrolet. Jogue o Prisma Detour aqui.

prisma small - Prisma Detour

Leonardo Dias

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Novidades atrasadas

Há algumas semanas atrás publicamos alguns projetos muito importantes para nós aqui da EDGY. Como o pique de trabalho anda beirando a insanidade, eu não consegui atualizar o Blog, nem o nosso site no tempo devido. Então, vou fazer a divulgação meio que no atacado. Vou colocar aqui links para os projetos.

O primeiro a ir para o ar foi um projeto para a AgênciaClick e Fiat. Lançamento do novo Palio Adventure. Confesso que a coisa mais legal do site não teve praticamente nada a ver com o nosso trabalho, foram os vídeos engraçadíssimos que apresentam a função “Locker” do carro.

fiat small - Novo Palio Adventure

Veja você mesmo em: http://www.novopalioadventure.com.br

Leonardo Dias

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Verdades da Propaganda

Essa vídeo não é novidade, mas vale cada segundo. Quem trabalha no meio vai reconhecer cada etapa e tipo de personagem, quem estuda e ainda vai trabalhar com propaganda, é bom ir se preparando rsrsrs.
Dica do Blog do Rafael Payão.

Leonardo Dias

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Volvo promove experiência imersiva através de game em cinemas

Mais uma do Brand Experience Labs: quem esteve em 12 cinemas do Reino Unido , pode ver um anúncio do Volvo XC70 e, no seu final era convidado a interagir com o carro, pilotando-o usando os braços. A platéia devia mover os braços para esquerda, ou para a direita e assim controlar o veículo.
A aceitação dá pra ver nas pessoas jogando abaixo, e nos números:
• 84% played the game
• 68% want more games in cinemas
• 74% prefer a game to an ad
• 21% better image of Volvo
• 37% more likely to purchase a Volvo

PS. Não preciso nem dizr que a EDGY desenvolve esse tipo de imersão… Preciso?

Leonardo Dias

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Uma web 3D para um mundo tridimensional

Sem querer contradizer Thomas Friedman, no seu “O Mundo é Plano”, mas o mundo em que vivemos é tridimensional e tudo que experimentamos está preso a este universo. Já, nas interfaces que encontramos na internet, aí sim, a regra é planificar o mundo. É como se o conteúdo de um site estivesse preso ao topo de uma mesa e nós, usuários, navegássemos nele, arrastando e soltando papeis e fotos com seu dedo/cursor. É claro que existem exceções, mas ainda estamos falando de uma imensa maioria de conteúdos planos apresentados de forma plana. Não me entenda mal, uma interface plana não é algo ruim, mas também não é algo necessariamente bom.
Quando um software insere funcionalidades em 3D, elas viram chamariz na sua comunicação. Vide o “Windows Flip 3D” no Windows Vista (o bom e velho ALT + Tab em esteróides 3D -no Vista, tecle Janela + Tab). E não é só conversa de vendedor, a possibilidade de apresentar informações com uma dimensão extra à disposição, facilita a visualização e a leitura. Claro, facilita apenas quando o 3D for bem utilizado. Quem cria páginas confusas em duas dimensões, vai conseguir fazê-lo com ainda mais facilidade em 3D.
É claro que existe 3D interativo na internet, não faltará quem me lembre do Second Life, ou o World of Warcraft. Mas, por mais que o Second Life, ou o WOW sejam internet, eles não são web, não são www. E para a web, as iniciativas em 3D sempre foram mais restritas.
Nos primórdios da web, lá por volta de 1995, já existiam formas de se experimentar um universo tridimensional dentro de um navegador. À época usávamos o VRML (Virtual Reality Mark-up Language). Que seria, grosso modo, o HTML do 3D. Naquele tempo a web era muito lenta. Carregar um site de texto demorava. Imagine um ambiente em 3D interativo. Além de pesar na banda, as máquinas ‘engasgavam’ ao renderizar as páginas. E, convenhamos, não tinha muita graça interagir com cubos e esferas voando no espaço. Basicamente, o que permitia a tecnologia de então.
Isso mudou, quase todos os PCs tem placas aceleradoras 3D, dispositivos especializados em tratar estes gráficos. Até mesmo alguns celulares, como o iPhone, tem aceleradoras 3D. Ou seja, estamos preparados para experimentar elementos tridimensionais em nossas telas, pelo menos em termos de hardware, software e banda.
O lado do software pode ser resolvido através do uso de engines 3D. Engines 3D são softwares especializados que habilitam seu computador a tratar elementos 3D de forma interativa e em tempo real. Essa solução permite que se criem ambientes e objetos sofisticadíssimos com alto grau de realismo (muito superior ao visual estilo Second Life). O problema é a barreira cultural e técnica de demanda da instalação de plug-ins. Outra saída é optar por soluções que aproveitam os plug-ins já instalados pela maior parte dos usuários, como o Java, o Flash e o novíssimo SilverLight da Microsoft. Estas soluções podem não oferecer a melhor qualidade gráfica para o usuário, mas, sem complicação, oferecem uma nova dimensão para a web, literalmente. Exemplos podem ser vistos no próprio site da EDGY e no Não Tem Preço, que desenvolvemos para a McCann Erickson na campanha de MasterCard.
Diferente do que se poderia se imaginar, não existem tantas restrições para que tenhamos experiências mais ricas na web hoje. Como toda novidade, o uso do 3D necessita de aprendizado, tanto do usuário quanto do desenvolvedor. Aliás, muito mais do desenvolvedor. Uma vez que criar ambientes 3D para web está muito mais próximo do desenvolvimento de games em 3D, do que sites, propriamente ditos. Isso vem forçando os players atuais a desenvolverem a competência internamente, um trabalho árduo e demorado, ou aliarem-se a parceiros externos.
Dentro de pouco tempo o domínio do 3D será mais difundido e teremos ferramentas capazes de simplificar a forma de criar e de se interagir neste universo. Até lá, veremos uma busca muito grande por empresas e profissionais que dominem mais essa disciplina que migra para web.
Nada de novo, afinal, o Mosaic, primeiro browser, nasceu apenas renderizando páginas de texto e imagens, depois áudios, aplicações, animações e mais recentemente vídeos foram inseridos no rol de ferramentas disponíveis. A web, área pródiga por ser multidisciplinar, continua a arregimentar novas tecnologias e demandar empresas e profissionais que, ao mesmo tempo em que se especializam, mantêm alta capacidade generalista que os permite prosperar em áreas tão díspares.
Veremos cada vez mais projetos em 3D interativo na internet. Sites que, para contar uma história, para criar uma experiência realmente imersiva, estão ajudando a criar uma nova linguagem. Uma linguagem que terá de descobrir e definir seus próprios paradigmas. Assim como estamos familiarizados a navegação na web 2D, com menus no canto superior esquerdo, conteúdo diagramado no centro, mais ou menos como os livros e revistas, a web tridimensional poderá oferecer experiências mais próximas às que temos com os demais objetos que nos rodeiam.
Muita coisa ruim e mal feita virá, muitos menus confusos e conteúdo ilegível serão produzidos até que cheguemos a padrões universalmente aceitos de interação. Assim como muita coisa boa também surgirá, formas ainda impensadas de se interagir com o ambiente digital passarão a fazer parte do nosso dia a dia. Novos paradigmas de menus, novas formas de organizar informação, novos modelos de interface e navegação. A web e seus desenvolvedores evoluirão e o usuário aprenderá com naturalidade a navegar e a utilizar essas novas ferramentas, assim como um dia aprendeu o que faz um duplo-clique de mouse.

Leonardo Dias

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Furo atrasado, lançado site de campanha da MasterCard, pela EDGY

A EDGY foi responsável pela criação do site para celebrar os 10 anos de uma das mais famosas campanhas publicitárias da história, aquela criada pela McCann Erickson para a Mastercard e que tem como conceito “existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe MasterCard”.
A idéia é que agora os clientes sejam os protagonistas da campanha através do site www.naotempreco.com.br que entrou no ar no final de abril. No ambiente digital as pessoas são convidadas a participar contando no site suas histórias que não têm preço.
Com clientes cada vez mais participativos e em busca de experiências imersivas da marca, a EDGY criou para a McCann Erickson um site/comunidade que vai premiar as melhores histórias que contém o que não tem preço. As duas melhores histórias serão transformadas em filmes para a TV e outras centenas vão ser contadas em revistas e no rádio. Além disso, os donos das histórias mais acessadas no site ganharão semanalmente iPods.
“Criamos um site que usa e abusa de uma tecnologia 3D, o PaperVision, o que permite interatividade num nível que nenhuma empresa do Brasil alcançou. O site integra ao 3D, fotos e vídeos e até uma rede social dos consumidores. Somos focados em inovação aplicada a branding e por isso fomos chamados a trabalhar junto com a McCann Erickson nesse projeto”, explica Leonardo Dias, CEO da EDGY.
A EDGY nasceu em outubro do ano passado e tem como sócios a produtora gaúcha Cápsula Cinematográfica e Leonardo Dias, que tem em seu currículo a passagem pela agência digital AG2 e a direção da operação brasileira da agência portuguesa A Vida é Bela®, que oferece um guia de experiências. E no seu portfólio, trabalhos realizados para Embraer e General Motors.
A agência foca em projetos de inovação, branding interativo. “Nosso tag line é ‘innovation obsession’. Somos obsessivos com inovação e por isso queremos traduzir o desejo de vivenciar experiências associadas às marcas usando tecnologia de ponta para comunicar ou promover produtos, serviços. Oferecemos experiências imersivas, quer seja num site, num evento ou numa ação de guerrilha”, afirma Dias.
O processo de trabalho ao lado da McCann Erickson foi de intensa criatividade e integração de idéias. “O pessoal da EDGY pegou o briefing com desafios técnicos enormes, coisa que ninguém tinha feito para web até agora, e transformou tudo em um projeto lindo e com uma interação muito fluida”, explica Lara Nishi, gerente de projetos da McCann Erickson.

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Testar prá quê?

Sábado vi um anúncio da Bayer, num daqueles relógios/termômetros, na Berrini (Av. movimentada de São Paulo), com os dizeres “Se você é diabético, ligue 0800 7014170” mais abaixo o estranho texto “Já codificado”. Como meu melhor amigo é diabético, liguei para ele e passei o número. Logo depois ele me retorna perguntando se tinha sido brincadeira, pois quem atendia era um celular com uma mulher da Sanofi-Aventis, que, a essa altura, não agüentava mais dizer que era engano e estava pra lá de mal humorada. Eu liguei de novo pra confirmar e era isso mesmo, uma campanha da Bayer (que teve anúncio de 2 páginas na Veja deste final de semana) mandando ligar para um 0800 que, por engano imagino eu, estava redirecionado para um número do concorrente.
Alguém deve ter perdido o emprego depois dessa. :-)

Leonardo Dias

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Códigos de barra 2D

Essa ferramenta muito bacana permite que iPhones fotografem códigos especiais e executem ações a partir daí. Coisas como: Abrir uma página na Web, adicionar um contato ou um compromisso na agenda, abrir um local no Google Maps entre outras coisas. Existem hoje diversos padrões de códigos 2D diferentes. Esta ferramenta lê vários deles, o que é uma mão na roda, já que não se precisa ficar com um aplicativo no celular para cada tipo.
Visite o site da iMatrix e veja você mesmo.
Estes aplicativos existem em diversas plataformas de celulares, como o Kaywa. Mas esse é o primeiro que vejo para iPhone.

Para testá-lo, veja os códigos abaixo:

Site EDGY
Link EDGY

Mapa da EDGY
Mapa da EDGY

Deny, valeu pela dica.

Leonardo Dias

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A Rede é o Computador

Em seu livro “Telecosmo: A Era Pós Computador, Como a Largura de Banda Infinita Revolucionará o Mundo”, George Gilder levanta algumas questões muito pertinentes. Você já pensou como será quando os dispositivos acessarem a rede com uma banda sem limite? Ou seja, quando o seu celular, ou TV, por exemplo, navegarem pela internet de forma instantânea, sem tempo de download. Clicou, abriu.
Cenário bacana, mas confundir a mudança de velocidade com a mudança em si, é olhar apenas para a árvore. Aparentemente simples, esta progressão no aumento da velocidade vai quebrar o paradigma da computação de hoje, sobre o qual se sustenta economia da informação em que vivemos. Vejamos o modelo atual, o computador em que você acessa a internet tem um processador potente, um disco rígido de dezenas, ou mesmo centenas de Gigabytes, mais alguns milhares de Megabytes de RAM, uma placa de vídeo com maior poder de processamento do que todo o seu computador de 5 anos atrás e mais uma série de “pindurucalhos”. Pois bem, no dia em que a largura de banda for absolutamente confiável, abundante e barata, não vamos mais precisar de nada disso. Essa é a mudança.
Quando seus comandos, de voz, teclado, ou gestuais forem transferidos para a rede na velocidade da luz e um servidor do outro lado responder rápido assim, não precisaremos de dispositivos que façam o processamento, ou mesmo que armazenem dados localmente. Afinal, será como se estivéssemos acessando o nosso HD. O que precisaremos será apenas um dispositivo de entrada e saída de dados. Uma tela “wireless” sensível ao toque com fones de ouvido e microfone já serviria. Na realidade, os dados que transitarão na rede serão apenas o que você vê na tela, o que ouve e os dados que você digita/clica. Isso sendo instantâneo e transparente, será como acessar um PC hoje. Visualize um iPhone (ele de novo), com o dobro da tela e um quarto da espessura, mas com o poder de processamento de um Data Center. Isso já seria uma referência.
Sem incluir processadores que consomem enormes quantias de energia, ou mesmo discos rígidos volumosos e todo o aparato que acompanha nossos PCs de hoje, os dispositivos se tornarão mais leves e baratos. Como todo o investimento em processamento e armazenamento será feito em servidores remotos, não precisaremos nos preocupar em fazer upgrade de máquinas para aumentar o disco, ou a velocidade do processador. Estas “telas” que usaremos, poderiam nos acompanhar sempre, pois serão facilmente portáveis. Ou não, já que a partir de qualquer um destes dispositivos conectados à rede, com identificação apropriada, óbvio, teremos acesso ao nosso “desktop” particular, ou corporativo. Imagine telas disponíveis em assentos de metrô, táxis, mesas de cafés, salas de espera, enfim, qualquer lugar. Você poderá visitar um amigo e, ao invés de levar um DVD, ou melhor ainda, um disco Blu-Ray, para assistirem juntos, você acessa o seu “desktop” da casa dele e assistem um streaming direto da sua coleção. As possibilidades são infinitas.
É o retorno aos terminais burros, embasados na máxima da Sun Microsystems de que “The Network is the computer”. Nós já vivemos isso hoje com os serviços online. Vide o Google Apps, que oferece gratuitamente aplicativos online que atendem a 90% das necessidades de quem usa um Microsoft Word, ou Excel. No Google Apps, tudo o que você digita, não fica armazenado na sua máquina fica nos servidores do Google. Ou seja, o processamento, o armazenamento, fica na rede. Seu PC faz apenas o “input” e o “output”.
Tudo caminha nesta direção. Veja a batalha, agora terminada, entre HD DVD e Blu-Ray. O próprio Bill Gates afirmou que testemunhávamos a última guerra de padrões de mídia física. Não haverá próxima, pois, em breve, todo o conteúdo estará online. Você não adquirirá o produto físico, o disco com o filme. Apenas pagará pelo direito de assisti-lo e poderá fazê-lo de qualquer lugar. São produtos tornando-se serviços.
O que vemos é um retorno aos serviços e esse é um caminho comum na história. Conceitos que surgiram como serviços, tornaram-se produtos e hoje, ou amanhã, voltarão a ser serviços. Alguns exemplos são clássicos:
• Antigamente, contratava-se uma secretária para atender o telefone e anotar recados, nos anos 70 e 80 as substituímos pelas secretárias eletrônicas, mais recentemente, correio de voz passou a ser um serviço embutido na rede.
• Bibliotecas (que eram e são um serviço) viraram as “Delta-Larousse” ou “Barsas” (produtos que minha geração exigia que os pais comprassem e que hoje, muito provavelmente, acumulam poeira) atualmente foram substituídas pelo Google e a Wikipedia (serviços uma vez mais).
A lista de exemplos não teria fim.
Esse cenário será a apoteose das redes, mas, do ponto de vista prático, é importante vislumbramos os impactos do incremento exponencial da largura de banda em nossas vidas tanto quanto em nossas empresas. Pense que tipo de mudanças sua indústria sofrerá quando o custo da largura de banda tender a zero. Antecipe-se e não pense que as mudanças tardarão. Há pouco mais de dez anos, eu conectava a BBSs a 9.600bps. Hoje, é comum em países como o Japão o acesso residencial à internet a 100Mbps. Ou seja, em pouco mais de uma década a velocidade cresceu aproximadamente 11.000 vezes. Imagine como será daqui a dez anos…
De forma darwiniana, todos terão de adaptar-se a abundância de largura de banda. Por esse prisma a posição da Microsoft não é nada confortável. Com um negócio de 58 bilhões de dólares embasado fortemente na venda de aplicativos como o Office, como você reagiria se, de repente aparecesse um Google e oferecesse esses aplicativos como serviços gratuitos?
No livro, Gilder não elenca receitas de bolo, apenas delineia um cenário que se aproxima cada vez mais rápido. Cabe a nós, que estamos construindo a economia das próximas décadas, nos prepararmos ou não. A Microsoft está correndo atrás do prejuízo tentando comprar o Yahoo!. E você, como sua empresa reagirá às mudanças que a largura de banda infinita causará a sua indústria?

Leonardo Dias

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Túmulo Hi-tech

Esta acabou de sair no MM. Muito interesante o conceito. No fundo é algo simples, com tecnologia bem disponível hoje, veja só:
“A partir de abril, a fabricante japonesa de lápides Ishinokoe disponibilizará uma versão de seu produto que vem acompanhada de um código, instalado em compartimento inviolável anexo à lápide, que permitirá aos visitantes acessar informações do ente sepultado. As informações são da Reuters.

Utilizando a tela do celular, o visitante poderá ter acesso a imagens dos momentos mais relevantes da vida da pessoa e, além disso, o código permitirá que parentes saibam quem visitou o enterrado.

A idéia, segundo a empresa, é transformar a lápide em algo mais significativo, como um memorial. A Ishinokoe, produz túmulos tradicionais conforme os padrões japoneses, e conta também com uma linha para sepultar os restos mortais de animais de estimação.”

Leonardo Dias

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Nokia Morph Concept

Há alguns dias escrevi um artigo que está publicado no Web Insider (mais para frente publico aqui) que gerou algumas respostas. Entre elas, meu irmão indicou um vídeo recentemente postado no Youtube pelo Nokia Research Center. Muito interessante e absolutamente complementar ao artigo, que trata sobre dispositivos que serão possíveis quando a largura de banda deixar de ser um limitador. Enfim, veja o vídeo e viaje.

Leonardo Dias

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Porque o mundo é Multi-touch

Tem coisas que a gente assume meio sem questionar. O inglês tem uma expressão ótima para isso que eu gosto muito, é o “take for granted”. São coisas habituais, do nosso no dia a dia, e de repente vem alguém e mostra um jeito melhor, ou algo completamente novo que ninguém pensara antes.
Foi assim com o Walkman, antes da Sony lançá-lo há quase 30 anos, ninguém imaginava andar ouvindo suas fitas cassete. Foi assim com o Vídeo Cassete, outra da Sony. E, dizem que, foi assim com os limpadores de pára-brisa, ninguém questionava muito a invenção lusitana, até que os americanos tiveram a idéia de colocá-los do lado de fora do carro (piadinha velha, mas não resisti).
Tudo isso pra ilustrar o que acontece com nossa principal forma de interagir com os computadores pessoais: o mouse. Numa analogia simples, o mouse representa um de nossos dedos passeando pela tela. Quando clicamos, é como se o nosso dedo apertasse um botão. Se clivarmos e não soltarmos, podemos arrastar as coisas. Além disso, começaram a aparecer outras ações para o nosso “dedo virtual”: são cliques duplos, cliques com o segundo botão, cliques com o botão do meio, outras variações com “scroll wheels” e muito mais (A não ser que você tenha um Mac, aí, é um botão só mesmo).
Olhando rapidamente, o mouse é um dispositivo poderosíssimo, livrou-nos de interagir com o computador através da digitação de códigos obscuros via linha de comando e nos trouxe para o mundo das janelas. Mas, pense bem, quantos dedos você tem? Com sorte 10 (sim, desconsiderando seus pés). No entanto, quando usamos uma interface gráfica num computador, não pensamos muito a respeito, mas estamos usando apenas um “dedinho virtual” e esquecendo dos demais.
Imagine o seu dia a dia no mundo limitado ao uso de apenas um dedo. Como se todas as suas atividades, pudessem ser realizadas com apenas seu indicador. Apertar um botão, ok, coçar o nariz, beleza. Mas e espremer aquela espinha chata, ou tapar os dois ouvidos no meio de um barulho infernal, tocar piano então? Já pensou?
Assim como, praticamente sem questionar, assumimos a vida com nossas duas mãos com cinco dedos cada, também assumimos as interfaces de computador sem pensar muito nas limitações impostas. Até que vem alguém, ou alguns, e apresentam algo diferente. É o que está acontecendo agora,quando experiências de interface multi-touch começam a pipocar e saem da obscuridade acadêmica em que estiveram nos últimos 25 anos.
Todos que viram o filme certamente lembram das interfaces multi-touch de “Minority Report”. Assistir John Arderton, interpretado por Tom Cruise, interagir com diversas telas usando as duas mãos e os dedos, foi uma amostra de como seria o futuro. Mas hoje a referência mais reconhecida é, sem dúvida, o iPhone. Ver Steve Jobs “pinçando” uma foto na tela do celular para alterar o zoom deixou o mundo todo embasbacado e louco pra experimentar também. É como se finalmente alguém reconhecesse que os outros nove dedos serviam para alguma coisa. Também não posso esquecer do protótipo de mesa interativa da Microsoft, o Surface. Que todo mundo adora desdenhar e que só não fez mais barulho, por que não foi o Steve Jobs, com seu campo de distorção da realidade, que apresentou.
O fato é que hoje temos uma série de iniciativas de hardwares que aceitam multi-touch, e isso certamente afetará a forma como interfaceamos com o mundo digital. Mas o hardware é só metade da equação. Precisamos começar a pensar em softwares que aceitem esses múltiplos inputs simultâneos. Ainda vamos ter um período meio caótico, até que determinados gestos sejam entendidos de forma padrão e previsível para o usuário. Assim como hoje todos sabem o que faz um duplo clique, precisaremos ter padrões para pinçar, afastar dois dedos, girá-los etc. Até que estejamos tão acostumados com multi-touch quanto estamos com nosso solitário dedo virtual de hoje.
Também da Apple vem o primeiro laptop com sensor de múltiplos toques no seu “touchpad”, o Mac Book Air. Como o hardware é só a primeira parte a ser resolvida da equação, apesar do Air aceitar multi-touch, por enquanto, apenas alguns softwares da Apple interpretam comandos com mais de um dedo. Mas é questão de tempo.
É um campo a desbravar para os desenvolvedores de hardware, software e interfaces. Uma área interessante para se atuar e poder ajudar a escrever novos padrões. É questão de alguns anos para que olhemos para trás e pensemos “como é que a gente vivia com apenas um dedinho antes?”

Leonardo Dias

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Design to Branding

Estava Googleando alguma coisa e acabei me deparando com a apresentação abaixo. Ela reproduz a revista do escritório gaúcho de design GAD. Muito bom material. Recomendo a leitura de cabo a rabo.

Leonardo Dias

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Yes, Wii do it

Quem prestou atenção no nosso site viu que temos pesquisado e desenvolvido projetos utilizando diversas formas de interação. São projetos que utilizam desde o bom e velho mouse até técnicas de detecção de movimentos através de uma webcam, identificação de padrões (você faz sinal de positivo e o computador responde, efetua um sinal negativo e ele se comporta de acordo), processamento de linguagem natural (você se comunicando com o computador naturalmente) entre outros. Mas nenhuma delas é tão divertida quanto as interações feitas através do Wii Remote. Para os não iniciados, ou aqueles que estiveram no Nepal nos últimos 18 meses, o Wii Remote, ou Wiimote para os íntimos, é o “joystick” do mais recente console da Nintendo, o Wii.
Você já deve ter visto como o Jesus Phone iPhone, tem sensores que indicam quando ele gira na horizontal e rotaciona o conteúdo de acordo. O iPhone apenas identifica inclinação para os lados. Mas o Wiimote é bem mais que isso. O Wiimote simplesmente “sabe” a sua posição no espaço. Ele “sente” quando você o chacoalha para frente e pra trás. Ele identifica quando você torce o pulso no meio de um movimento, ele até mesmo é capaz de controlar um cursor no meio da tela baseado na direção em que você apontá-lo.
Bacana não é? Imagine isso controlando games. Sacadas de tênis são dadas no ar, como se estivéssemos na quadra, de raquete em punho. O mesmo acontece com jogos de golf, ou mesmo ou de corrida, onde mover o Wiimote para os lados e pra frente controla o carro. Grande idéia essa da Nintendo. É Por isso que o Wiimote vende mais hoje do que seus concorrentes, Xbox 360 da Microsoft e PlayStation 3 da Sony, somados.
O Wii é um sucesso por causa da experiência imersiva que seu controle inovador permite. As pessoas deixaram de ficar sentadas e passivas frente à tela. Agora dá para realmente “suar” a camisa jogando um game de futebol. Nesse ritmo, logo, logo videogame vai virar esporte olímpico ;-).
Tudo isso pra dizer que: É possível usar o Wiimote sem ser em games no Wii. Já se pode conectá-lo ao PC e usá-lo para interagir com ambientes virtuais, cenários e objetos em 3D, sites, apresentações e, até mesmo games. Isso é possível por que a comunidade de hackers no mundo quebrou a criptografia Wireless que o Wii utiliza. Essa quebra abriu as portas para que desenvolvedores do mundo todo criassem novas formas de interação através de um dispositivo simples e barato. Coisas somente possíveis, até então, com luvas e outros equipamentos restritos a laboratórios e altos “budgets”, agora podem ser feitas com um “brinquedo” de criança. Literalmente.
Claro que não podemos pensar em websites comandados pelo Wiimote. Afinal, quantos usuários teriam conectados em suas máquinas Wiimotes? Mas nos casos de ambientes controlados, como feiras, eventos e apresentações as aplicações são inúmeras. Imagine um produto, ou ambiente, sendo “vivenciado” pelo usuário de uma forma completamente interativa, lúdica, sem amarras e de forma intuitiva. É o que esta tecnologia possibilita.
Se você achou interessante, dê uma olhada no Google, ou no Youtube pra se encantar ainda mais com as possibilidades. Se gostou muito, fale com a gente e veja uma demonstração.

Leonardo Dias

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And the Oscar Goes to….. Render Farms

Sábado fui ver Beowulf, pela segunda vez. No ano passado vi-o no formato normal. Mas neste sábado fui ver a versão 3D estereoscópica do épico dinamarquês de Robert Zemeckis. Não vou me ater às características do enredo, ou sobre o quão bem modelada em 3D ficou a “enhanced” Angelina Jolie. Isso os leitores terão de acompanhar nas telas do cinema enquanto é tempo, pois não vai dar para ter esse tipo de experiência em DVD.
A questão que abordo é o retorno do 3D ao cinema de Hollywood e as expectativas desta indústria sobre esta tecnologia. Nem todos viram um filme em 3D da forma antiga, mas todos já devem ter usado aqueles óculos com lentes azul e vermelha para visualizar uma imagem, que tinha como principal característica deixar você com cara de nerd.
Essa tecnologia, também estereoscópica, utilizava filtros coloridos para fazer com que cada olho visse uma imagem diferente. Estas imagens eram capturadas lado a lado, por câmeras sincronizadas e simulavam a visão dos olhos de uma pessoa. Uma delas era projetada em tons vermelhos e a outra em azulados. Como cada lente só permitia a passagem de uma dessas cores, os olhos acabavam vendo imagens diferentes e enganavam o cérebro fazendo-o pensar que na sua frente existia um objeto que se projetava para fora da tela.
Pela tecnologia da época, o menor erro de sincronia entre as duas imagens fazia com que nosso cérebro ficasse desorientado. O resultado é que as pessoas voltavam pra casa com dores de cabeça e enjoadas. Isso aliado ao fato de apenas filmes B terem sido lançados, ajudou a fazer com que o 3D dos óculos coloridos virasse sinônimo de filmes ruins dos anos 50.
Com os avanços da projeção digital, o 3D voltou a ser uma opção muito interessante para estúdios querendo rivalizar com TV, internet e videogames. A tecnologia de hoje não utiliza mais filtros coloridos para fazer com que cada olho veja uma imagem diferente. A solução hoje é o uso de lentes polarizadas que só permitem a passagem de luz polarizada numa única direção. Assim, projetam-se sobre a tela duas imagens sobrepostas, uma com luz polarizada na vertical e outra na horizontal. Cada lente deixa passar a luz de acordo com a polarização e voilá, temos imagens coloridas e diferentes vistas por cada olho.
Ok, basta de blá blá blá de geek. O que importa aqui é que os filmes lançados em 3D nos últimos anos vêm faturando e faturando muito. “Chicken Little”, por exemplo, o primeiro filme em 3D lançado pela Disney em 50 anos foi lançado em 2005 em 100 salas digitais com 3D. Cada uma destas salas faturou, em média, 3 vezes mais que uma sala de projeção sem 3D. O filme o Expresso Polar, em 2004 teve um quinto do faturamento advindo das projeções 3D em salas Imax. Muito embora estas salas correspondessem apenas a 2% do total.
Enfim, a audiência já demonstrou que quer filmes em 3D e, obviamente, Hollywood não vai os deixar na mão. Enquanto escrevo esse texto Beowulf 3D está em cartaz e, no mínimo outras 5 grandes produções estão sendo produzidas
Journey 3-D – Primeiro filme em 3D a se utilizar das câmeras estereoscópicas inventadas por James Cameron (sim, o do Titanic).
A Christmas Carol – Uma produção de Zemeckis em 3-Dickens para a Disney.
Coraline – uma Produção da Universal com Dakota Fanning.
Monsters vs Aliens – Dos criadores de Shreck 2 e Shark Tale.
Avatar – Ficção científica de USD195 milhões de James Cameron.
Além disso, mestres como Spielperg e George Lucas já declararam que pretendem filmar em 3D daqui para frente, o último anunciou que converterá a saga de Star Wars para 3D em breve. Estúdios como a DreamWorks Animation já anunciaram que a partir de 2009 todos seus lançamentos serão em 3D.
Com custos na casa dos USD25.000,00 (e caindo) para a adaptação de um projetor digital para 3D, os números de salas disponíveis no Brasil só fará aumentar. A previsão nos EUA é chegar a 4.000 salas em 2009.
O impacto do 3-D se fará sentir ainda mais fora das salas de cinema. A Samsung acaba de lançar uma HDTV com capacidade 3D. A Philips lançou outra no ano passado, com a vantagem de não precisar de óculos especiais. E você pensando que com a aquisição de um leitor BlueRay, ou HD-DVD, seu Home Theater estaria completo. ;-)
Mas com a chegada de dispositivos domésticos de visualização 3D novas aplicações surgirão. Programas de TV, Games, sites. Tudo passa a ser possível, tudo pode ser melhor experimentado em três dimensões. Aliás, corrijo, nem tudo, pois nem todo o 3D do mundo faria a programação da TV aberta de domingo melhorar. ;-P
É um admirável mundo novo e nós temos o privilégio de estar vivendo estes dias. As possibilidades são tantas que isso já é assunto pra outro artigo.

Leonardo Dias


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Realidade aumentada, o futuro já é ontem

Ok, ok, notícia velha, aliás, não vou nem chamar de notícia. Vocês viram estes comerciais da HP? Nestes filmes personalidades aparecem da cintura até o pescoço e fazem uma série de gestos no ar e, como em passes de mágica, objetos tridimensionais, gráficos e formas são criados, movidos e alterados. Até aí nada de novo, hoje é mui fácil se incluir CG sobre trechos de vídeo (desde o Tron, lembram?). As coisas são feitas em dois passos, primeiro se grava o vídeo e, numa segunda etapa, se inclui os gráficos sobre as pessoas. Depois de se mesclar realidade capturada em vídeo e um artista desenhar e animar os gráficos, se renderiza tudo num único vídeo. E, como resultado final, as pessoas parecem interagir com o éter e criam, do nada, efeitos visuais.
O que me chamou a atenção foi que já somos capazes de fazer isso em tempo real. Ou seja, diferentemente dos dois passos necessários a um vídeo pré-renderizado (como os da HP), tudo acontece na hora, no exato momento da captura da cena. Aí sim temos a sensação de passes de mágica, pois se isso é feito ao vivo, num palco, por exemplo, temos a pessoa lá, se movendo e num telão, a mesma pessoa é visualizada, em tempo real, com gráficos interagindo com ela como se existissem no mundo real. Já existem técnicas que permitem fazer isso sem ter que contratar a NASA. Aliás, nós da EDGY já desenvolvemos projetos com interações em realidade virtual que criam esse exato resultado. São técnicas de captura de movimento, interpretação de padrões e computação gráfica que juntas criam o que se convencionou chamar de realidade aumentada.
Pode ser até difícil de explicar, mas vendo as coisas ficam mais fáceis. É só imaginar os comerciais da HP, acontecendo em tempo real, enquanto alguém é filmado, num evento, num quiosque, numa feira, ou com a sua web-cam no seu PC. As possibilidades não têm fim.
Cool hein?

Paulo Coelho

Jerry Seinfeld

Jay-Z

Leonardo Dias

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Happy New Year!


É isso aí pessoal, o primeiro post do ano sai com chamada em Inglês. Para comemorar a versão no idioma de Shakespeare que acabou de ir ao ar. Ainda faltam uns refinamentos, pra não ficar soando estrangeiro que acabou de cruzar a fronteira. Mas amanhã mesmo já estará “round”.
Além da versão em Inglês o site também está com um loader novinho em folha. Viagem em “Metaballs” de nossos programadores de plantão. Como ainda estamos no Beta, melhorias de performance estão no “pipeline”. “Stay tuned”.
Leonardo Dias

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